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Secretaria de Estado de Saúde



Ausência de pré-natal e gravidez na adolescência são fatores que contribuem para prematuridade

23/11/2017 10:09:22

A idade precoce das gestantes, a ausência de pré-natal e a falta de planejamento familiar são algumas das causas que podem contribuir para o nascimento prematuro. “É importante que a gestantes façam as consultas de pré-natal, que são no mínimo seis consultas. Isso é fundamental para que a mulher tenha a garantia de um parto saudável”, informa a diretora da maternidade estadual Balbina Mestrinho, Rafaela Faria.

Referência no atendimento a grávidas de alto risco, a maternidade realizou durante esta sexta-feira, 17, uma séria de debates sobre os cuidados com bebês prematuros e suas famílias nas unidades de saúde. As palestras foram voltadas a profissionais e estudantes da área de saúde, e fez parte da programação da maternidade em alusão ao Dia Mundial da Prematuridade.

“Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dos 15 milhões de recém-nascidos no mundo, 1,1 milhão são prematuros, e eles normalmente vão a óbito. Então isso é um fator de muita relevância, porque corresponde a mais da metade dos óbitos em recém-nascidos no mundo. Precisamos ter uma efetiva preocupação com os cuidados e com a preparação das equipes técnicas para dar uma assistência adequada à prematuridade”, ressalta Rafaela.

Segundo a médica pediatra e gerente técnica da maternidade Balbina Mestrinho, Erundina Ponciano, tem crescido o número de gestantes jovens, principalmente nos estados da região Norte. A médica pediatra lembra que a gravidez na adolescência é um dos fatores ligados diretamente a nascimentos prematuros.

“Há várias causas a serem investigadas, mas hoje já se sabe que o nascimento de prematuros está ligado também à idade mãe. E infelizmente nossas mães estão sendo mães muito cedo”, diz Erundina. A médica lembra que ao sobrevir, o bebê prematuro ainda seguirá com uma série de dificuldades que podem prejudicar seu desenvolvimento.

“Ele tem atraso no desenvolvimento psicomotor, ele tem déficit de atenção, pode ter alterações psicológicas, demanda mais cuidados da mãe, pode sofrer bullying no colégio, é uma criança que vai ter dificuldade para se integrar à sociedade. Então, o ideal é que a criança não nasça prematura”, explica Erundina.

Serviço

As grávidas encaminhadas para a maternidade Balbina Mestrinho com complicações na gestão passam a ser acompanhadas no Ambulatório Neonatal de Alto Risco, que funciona na Policlínica Codajás.

Para os bebês prematuros, a unidade de saúde oferece UTI Neonatal, UCI (Unidade de Cuidados Intermediários) para receber a criança que recebe alta da UTI e o ambulatório para seguir acompanhando o recém-nascido.

A maternidade estadual também utiliza duas metodologias de apoio e cuidado ao bebê prematuro: o Follow Up e o Método Canguru. O Follow Up consiste em acompanhar a criança até os dois anos de idade.

Já o Método Canguru busca melhorar a qualidade da atenção prestada à gestante, ao recém-nascido e sua família, promovendo, a partir de uma abordagem humanizada e segura, o contato pele a pele (posição canguru) entre a mãe/pai e o bebê.

O pré-natal pode ser iniciado em qualquer unidade básica de saúde. Segundo Erundina, o ideal é que, ao se descobrir grávida, a mulher procure iniciar este acompanhamento o mais breve possível. Segundo a médica, recomenda-se, no mínimo, seis consultas durante os nove meses de gestação.

É no pré-natal que a mulher vai descobrir, a partir do acompanhamento médico especializado, se ela o bebê estão saudáveis. Se nesta faze o profissional que a acompanha descobrir alguma alteração que posso colocar em risco a mãe e a criança, a grávida é encaminhada para serviços especializados, como os ambulatórios neonatais de alto risco.

No Ambulatório Neonatal de Alto Risco da Policlínica Codajás, a grávidas são acompanhadas por médicos cardiologistas, endocrinologistas, reumatologistas, entre outros. Tudo trabalhando em conjunto com os obstetras que acompanham mãe e o bebê.