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Secretaria de Estado de Saúde



Órgãos de diferentes esferas integram grupo de trabalho que irá planejar ações direcionadas à saúde

04/06/2018 08:48:18

Foi criado oficialmente, nesta quarta-feira (30/05), o grupo de trabalho que ficará encarregado de discutir, planejar e pactuar ações de atendimento em saúde, voltadas para a população indígena residente em Manaus.
 
Participam do grupo as secretarias estadual e municipal de Saúde (Susam e Semsa), as Fundações Nacional e Estadual do Índio (Funai e FEI) e o Distrito Sanitário Especial Indígena de Manaus (Dsei-Manaus).
 
Os representantes desses órgãos assinaram, nesta quarta-feira (30), a portaria interinstitucional que criou o grupo de trabalho. A portaria foi proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), em resposta à demanda dos povos indígenas.
 
Presente ao evento, o secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, defendeu uma política única dedicada à saúde dos povos indígenas, com a participação dos governos federal, estadual e municípios. Deodato parabenizou o MPF por reunir órgãos destas três esferas com esse propósito, que é a de trabalhar as demandas conjuntamente.
 
“Todos os órgãos atuarão na mesma linha de ação. O Ministério da Saúde, o Governo do Estado, as prefeituras. Nesse momento, a gente começa com a Prefeitura de Manaus, mas a ideia é envolver, também, outros municípios onde a população indígena é grande, a exemplo das cidades do Alto Rio Negro”, destacou Deodato.
 
O secretário afirmou, no ato de assinatura da portaria, que a Susam dará total apoio às ações planejadas pelo grupo de trabalho. “O Governo do Amazonas entende que é preciso somar as ações que estão sendo hoje executadas de forma separada, por cada órgão, para que a população indígena seja melhor atendida no nosso Estado”, disse Deodato.
 
De acordo com o procurador da República, Fernando Soave, uma das questões que serão discutidas no grupo é o atendimento diferenciado para os pacientes indígenas, nas unidades de saúde. O atendimento deve levar em consideração os costumes e tradições destes povos. “Não é privilégio, não é entrar na frente da fila. É, por exemplo, autorizar que um parente deles, que tenha conhecimento de medicina tradicional, possa acompanhar o paciente também, ou permitir que se coloque uma rede no hospital”, relacionou Fernando Soave.